Perspec Perspec
Ligue

(11) 3857-6459

Ligue
Email

contato@perspec.com.br

Email
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
Perspec Perspec
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
ago 13

Rotativo do cartão: entenda o que já foi discutido e o que está na mira do BC para reduzir os juros da modalidade

  • 13 de agosto de 2023

Segundo dados do Banco Central, as taxas cobradas no rotativo do cartão ultrapassaram os 430% ao ano em junho, o que equivale a cerca de 15% ao mês. Entidades discutem colocar um teto que reduziria o custo total da linha de crédito. Presidente do Banco Central, Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante sessão sobre o tema juros, inflação e crescimento, no Senado Federal, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (27).
FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O governo federal e o Banco Central do Brasil (BC) têm conversado com bancos e entidades do varejo em busca de alternativas para substituir o rotativo do cartão de crédito — que ocorre quando o cliente não paga o valor total da fatura e joga a dívida para o mês seguinte.
O rotativo é a modalidade de crédito mais cara do país, com juros chegam a 437,3% ao ano, e tem sido alvo frequente de críticas do governo.
Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia afirmado que o desenho do cartão rotativo estava “prejudicando muito” a população de baixa renda e iniciado uma negociação com instituições financeiras para reduzir os juros cobrados na linha.
Mas a surpresa da última semana foi a revelação, por parte do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o próprio BC estuda alternativas para diminuir a inadimplência na linha do rotativo do cartão, inclusive com a possibilidade de limitação dos juros na modalidade e até a possível extinção da linha de crédito, com um parcelamento com juros mais baratos no lugar.
A expectativa, agora, é que o grupo de trabalho criado, formado pela Fazenda, pelo Banco Central, pelos bancos e por entidades do varejo, traga uma alternativa para diminuir as taxas da modalidade até o final deste ano.
Entenda abaixo quais as discussões que existem sobre o cartão de crédito rotativo e quais as alternativas que estão sendo estudadas para diminuir os juros nessa linha de crédito.
A mais cara do país
O debate para redução dos juros cobrados no cartão de crédito rotativo não é de hoje: há anos o governo (em diferentes mandatos) busca alternativas para diminuir as taxas da modalidade e limitar o impacto da linha na capacidade de pagamento das famílias.
As discussões ganharam ainda mais força em 2015, quando o BC elevou a taxa básica de juros (Selic) do país para o maior patamar em 10 anos, aos 14,25% ao ano. Mas o assunto seguiu na mira do governo ao longo dos anos.
Em 2017, por exemplo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a resolução nº 4.549, que limitava os juros do rotativo do cartão e acabava com o pagamento mínimo de 15% da fatura.
Já à época, a medida veio como uma forma de coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos. Esses são dois dos objetivos que voltam a ser centrais no grupo de trabalho criado neste ano.
Banco Central avalia fim do rotativo do cartão de crédito
O que já foi feito para limitar os juros do rotativo?
As mudanças na legislação para coibir o uso do rotativo vêm acontecendo há anos. Em 2017, a principal alteração veio por meio de uma norma do CMN, que restringiu o prazo do rotativo do cartão de crédito até o vencimento da fatura seguinte.
Segundo a norma, se na data do vencimento o cliente não tivesse feito o pagamento total do valor da fatura, o restante teria que ser parcelado ou quitado. Antes disso, o consumidor precisava pagar ao menos 15% do valor da fatura para não ficar inadimplente – o restante da dívida ficava para o mês seguinte, sujeito aos juros rotativos.
No mês seguinte, o cliente receberia a fatura com o saldo da dívida do mês anterior acrescido dos juros. Se não conseguisse pagar o valor integral, ele poderia, então, fazer novamente o pagamento mínimo de 15%, e assim sucessivamente. É daí surge a metáfora da “bola de neve” associada frequentemente ao uso do rotativo do cartão de crédito.
A medida veio como uma tentativa de diminuir as taxas cobradas na linha, que também ultrapassavam os 400% ao ano na época. Com a mudança, as taxas foram de 429,7% ao ano em abril para 377,9% ao ano em maio, e chegaram a bater os 272,6% ao ano em 2018.
Mas logo voltaram a subir e não demoraram a retomar os antigos patamares.
O que está sendo discutido agora?
Sem grande sucesso com as mudanças feitas há seis anos, o governo volta a discutir formas de diminuir as taxas cobradas na modalidade e, consequentemente, a inadimplência.
A diferença é que, agora, além de buscar alternativas para reduzir os juros do rotativo, o grupo de trabalho criado este ano também discute a possível cobrança de uma tarifa extra para desincentivar a compra desenfreada de crédito em uma quantidade muito grande de parcelas.
O grupo entende que é esse aspecto que, com frequência, leva o comprador a perder o controle da própria fatura.
“Não é proibir o parcelamento sem juros. É simplesmente tentar que fique um pouco mais disciplinado. Não vai afetar o consumo. Lembrando que cartão de crédito é 40% do consumo no Brasil”, disse Campos Neto nesta semana.
Além disso, o chefe do BC avalia enviar o devedor diretamente para um parcelamento da dívida do cartão em substituição ao rotativo. Nesse caso, a ideia é que os juros fossem de cerca de 9% ao mês, pouco acima da metade dos atuais, que equivalem a 15% ao mês.
Outra alternativa seria limitar os juros no cartão de crédito rotativo. A expectativa é que o BC apresente uma proposta para a modalidade ainda nas próximas semanas.
Segundo Campos Neto, há um projeto de lei sobre o assunto ligado ao Desenrola, que está refinanciando dívidas de inadimplentes, que tem um prazo de até 90 dias para ser apresentado.
O que dizem os bancos?
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que busca uma solução que pode incluir o fim do crédito rotativo e um redesenho das compras parceladas no cartão.
“A Febraban entende ser necessária a diluição dos riscos entre os elos da cadeia, hoje concentrados nos bancos emissores que suportam todo o já elevado custo da inadimplência”, disse a federação em nota, defendendo que o cartão deve ser mantido como “relevante instrumento para o consumo.”
“Da mesma forma, deve haver o reequilíbrio da grande distorção que só o Brasil tem, com 75% das compras feitas com parcelado sem juros”, acrescentou a Febraban, destacando que a solução deve, ao mesmo tempo, beneficiar os consumidores e garantir a viabilidade do cartão de crédito.
Já a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) afirma que a entrada de novas instituições no sistema financeiro aumentou a competição no setor e trouxe um aumento do uso do rotativo “em razão da parcela da população que teve acesso a serviços financeiros mais baratos ou mesmo pela primeira vez.”
A associação diz, no entanto, que estabelecer um limite de juros na modalidade pode tornar mais complexa a entrada de novas instituições no sistema, o que poderia diminuir o acesso ao crédito e reduzir a inclusão financeira no país.
“Deve-se buscar mecanismos que não causem sobressaltos aos participantes da indústria e, simultaneamente, enderecem o problema da inadimplência e o superendividamento do consumidor”, afirma a ABBC em nota.
A associação ainda defende, que foram o tabelamento dos juros, outras medidas restritivas ao uso do rotativo também podem ser aplicadas, além de ações como o fomento à portabilidade de crédito e de estabelecer uma comunicação mais transparente aos usuários sobre o valor dos juros, encargos e riscos envolvidos na modalidade.
“Certamente o aprofundamento da concorrência produzirá um melhor incentivo na precificação, exercendo uma pressão baixista para a taxa de juros. Por fim, acreditamos que sejam possíveis avanços no que concerne à educação financeira e à transparência”, completa.
E o que diz o varejo?
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni, o varejo depende do parcelado sem juros para sustentar as vendas, mas alerta que a crescente oferta de cartões, os juros altos e o aperto orçamentário das famílias têm aumentado a inadimplência “de modo progressivo”.
“Portanto, encontrar formas alternativas aos empréstimos rotativos é uma medida essencial de suporte ao crescimento do consumo de modo sustentável”, completa Felisoni em nota.

Read More]

g1 > Economia

Comments are closed.

Pesquisar

Dólar
Euro

RSS Fundos de Investimento Imobiário (FII)

  • TRX compra projeto de galpão da Shopee no Paraná por R$135,5 mi 18 de fevereiro de 2026
  • Brasileiro ganha acesso a mais um investimento com retorno dolarizado 12 de fevereiro de 2026
  • FII da Bagmane Prime Office apoiado pela Blackstone registra IPO de US$ 445,6 milhões 30 de dezembro de 2025

RSS Moedas e Câmbio

  • Dólar cai 0,60% com exterior e eleição no foco 25 de fevereiro de 2026
  • Brasil recebe US$3,358 bi líquidos em fevereiro até dia 20 com forte fluxo de investimentos 25 de fevereiro de 2026
  • EUR/USD deve ganhar mais força a partir do 2º tri, diz BofA Securities 25 de fevereiro de 2026

RSS Indicadores Econômicos

  • Presidente do Fed de Atlanta alerta que disputas políticas ameaçam independência 25 de fevereiro de 2026
  • Dívida pública federal cresce 0,07% em janeiro, a R$8,641 tri, segundo Tesouro 25 de fevereiro de 2026
  • Schmid diz que inflação elevada continua a ser o maior problema enfrentado pelo Fed 25 de fevereiro de 2026

RSS Economia

  • Petróleo fecha quase estável com estoques maiores nos EUA e risco de conflito no Oriente Médio 25 de fevereiro de 2026
  • Soja atinge maior valor em 3 meses por China e expectativas sobre biocombustíveis 25 de fevereiro de 2026
  • Alckmin diz que encaminhou decreto sobre salvaguardas do acordo entre Mercosul e UE para Casa Civil 25 de fevereiro de 2026

Somos uma empresa especializada em soluções no segmento de crédito imobiliário e crédito com garantia.

Oferecemos um serviço com maior valor agregado, fazemos um estudo de viabilidade de crédito completo.

Navegue

  • Minuto da Economia
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
  • Política de privacidade

CONTATO

EDIFÍCIO OFFICE TIME
Av. Marquês de São Vicente, 2219
Conj. 1812 – Jardim das Perdizes
São Paulo – SP
Cep: 05.036-040
—
PÁTIO MALZONI
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3477
8º andar – Torre A – Itaim Bibi
São Paulo – SP
Cep: 04.538-133
Phone: (11) 3857-6459 E-Mail: contato@perspec.com.br

Busque no Site

© 2019 PERSPEC- Soluções em Crédito Imobiliário e com garantia · Desenvolvido por Tribodev.
CONFIGURAÇÕES DE PRIVACIDADE
Utilizamos cookies no nosso site. Alguns são necessários, enquanto outros nos ajudam a melhorar o site e suas funcionalidades. Você pode aceitá-los ou ajustar suas configurações de cookies. Para mais informações visite a nossa Política de privacidade.
ConfiguraçõesACEITAR COOKIES
Gerenciar consentimento

Visão Geral da Privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.

Necessário
Sempre ativado
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
CookieDuraçãoDescrição
análise da caixa de verificação de informações legais sobre cookies11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Analíticos".
caixa de verificação de informações sobre a lei de cookies necessária11 meses

Este cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. Os cookies são usados ??para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Necessário".

caixa de verificação de informações sobre a lei de cookies outros11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Outros".
caixa de verificação de informações sobre a lei do cookie desempenho11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Performance".
caixa de verificação de informações sobre a lei do cookie funcional11 mesesO cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR para registar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Funcional".
política de cookies visualizada11 meses

O cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. E é usado para armazenar se o usuário consentiu ou não com o uso de cookies. Ele não armazena nenhum dado pessoal.

 
Funcional
Os cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades como a partilha do conteúdo do sítio web em plataformas de redes sociais, recolha de feedbacks, e outras características de terceiros.
Desempenho
Os cookies de desempenho são utilizados para compreender e analisar os índices-chave de desempenho do website, o que ajuda a proporcionar uma melhor experiência de utilização aos visitantes.
Analíticos
Os cookies analíticos são utilizados para compreender como os visitantes interagem com o sítio web. Estes cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de salto, fonte de tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são utilizados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Estes cookies rastreiam os visitantes através de websites e recolhem informação para fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros biscoitos não classificados são aqueles que estão a ser analisados e que ainda não foram classificados numa categoria.
SALVAR E ACEITAR