Perspec Perspec
Ligue

(11) 3857-6459

Ligue
Email

contato@perspec.com.br

Email
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
Perspec Perspec
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
ago 18

Apagão nacional: entenda o avanço do sistema de transmissão de energia e as diferenças em relação à crise de 2001

  • 18 de agosto de 2023

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o sistema, considerado extenso, acumula grandes avanços nas últimas décadas. Entra nessa conta, entretanto, o crescimento de outras fontes energéticas — como a eólica e a solar —, que têm tornado os desafios operacionais cada vez maiores. Torres de transmissão de energia elétrica no Pará.
Paulo Santos/Reuters
Cerca de 29 milhões de brasileiros foram afetados pelo apagão que atingiu 25 estados e o Distrito Federal na última terça-feira (15) — com exceção de Roraima, que possui um sistema de transmissão de energia não integrado ao do restante do país.
De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o apagão ocorreu após uma sobrecarga no Ceará. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, declarou que evidências indicam uma “variação de frequência” na rede elétrica do estado. As autoridades, no entanto, ainda não conseguiram esclarecer a causa da queda de energia.
A pedido de Silveira, a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também devem investigar se o incidente foi causado por ação humana.
Fato é que o novo caso de queda de energia no país reacendeu o debate sobre o funcionamento do sistema nacional de transmissão. Dados do ONS mostram que, desde os anos 2000, a rede avançou de 62,5 mil quilômetros de extensão para os atuais 179,3 mil quilômetros.
Especialistas ouvidos pelo g1 consideram que o sistema teve grandes avanços em alcance e infraestrutura nas últimas décadas. Mas entra nessa conta o crescimento de outras fontes energéticas — como a eólica e a solar —, que têm tornado os desafios operacionais cada vez maiores (veja mais abaixo).
Os especialistas reforçam ainda que a crise de 2001, causada por problemas de capacidade de geração de energia, ocorreu em um contexto completamente diferente do apagão da última terça, que foi consequência de uma pane ainda não esclarecida no sistema de transmissão.
Nesta reportagem, você vai entender:
O sistema atual e o “caminho” da energia
Os avanços em relação ao início dos anos 2000
Fontes energéticas e os desafios operacionais
As diferenças entre o apagão desta semana e a crise de 2001
Por que o Nordeste costuma ser mais atingido
O sistema atual e o “caminho” da energia
Quase todo o Brasil é coberto pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável pela transmissão de energia entre as regiões do país. São usinas, subestações e redes de distribuição que formam um único sistema de quase 180 mil quilômetros de linhas de transmissão.
Essas linhas permitem que a energia seja transferida de uma região para outra. Assim, a produção de uma usina hidrelétrica pode, por exemplo, ser enviada a um estado onde os reservatórios estão mais vazios por falta de chuva.
Linhas de transmissão
Reprodução/TV Globo
“A rede básica de transmissão é estruturada por essas grandes torres que a gente vê, geralmente, às margens das estradas. Toda a geração de energia — vinda das usinas, por exemplo — se conecta a esse sistema. E todo o consumo é ligado a ele”, explica o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.
Segundo o especialista, o sistema interligado brasileiro se destaca por seu “gigantismo”, dado o nível de alcance.
“Basicamente, se você fosse projetar o sistema interligado brasileiro na Europa, ele iria cobrir quase todo o continente. Dificilmente, você vai achar um sistema tão amplo como o nosso”, diz.
Veja o caminho da energia até as casas, lojas e indústrias:
Há três etapas, incluindo o sistema integrado de transmissão, que resumem os caminhos da energia até o consumo na ponta. São elas:
Geração de energia: quando recursos naturais passam por processos para geração de energia, como nas usinas hidrelétricas, campos eólicos, placas de energia solar, gases naturais, entre outros.
Transmissão via sistema integrado: uma vez gerada, essa energia é conectada ao sistema nacional de transmissão, que percorre as regiões do país.
Distribuição: as torres de alta tensão levam a energia aos centros das cidades. A partir daí, as subestações das distribuidoras levam a energia às casas, ao comércio e às indústrias, por exemplo.
Os avanços em relação ao início dos anos 2000
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico dão uma dimensão do avanço das linhas de transmissão no país. O salto na rede foi de 62,5 mil quilômetros de extensão no ano 2000 para os atuais 179,3 mil quilômetros — o que representa um avanço de 187% em 23 anos.
Já em carga de energia, o avanço foi de 40,8 MWmed (megawatt médio, em um ano) para 72,6 MWmed no mesmo período, de acordo com a série histórica do ONS.
O professor Edmar de Almeida, do Instituto de Energia da PUC-Rio, afirma que o sistema atual é “muito mais resiliente” do que o do início deste século, mas pondera que o apagão da última terça-feira “prova que a rede não é totalmente à prova de balas”.
“Os problemas têm que ser monitorados e corrigidos. Ainda vamos descobrir as causas, mas tudo indica que foram vários problemas ao mesmo tempo”, explica o professor.
Isso por que o sistema tem, hoje, o chamado conceito da redundância: quando uma linha cai, deve haver outros caminhos para passagem da corrente de energia. Em outras palavras, o sistema funciona com espécies de “backups” para prevenir quedas bruscas.
“Quando ocorre um acidente que derruba várias linhas ao mesmo tempo, não tem jeito. Agora, é preciso identificar qual é a fragilidade e por que isso acontece. É um fenômeno não esperado”, diz.
Claudio Sales, do Acende Brasil, lembra que, há cerca de uma década, a organização do sistema de transmissão nacional levava em conta a concentração de projetos de geração de energia no Norte do país. Dois exemplos são a construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira e a de Belo Monte, no Rio Xingu.
Essa concentração, explica o especialista, exige a construção das chamadas linhas de transmissão de corrente contínua, tecnologia mais adequada para levar grandes quantidades de energia por longas distâncias — como para levar a carga gerada no Norte do país para consumo no Sul ou Sudeste, por exemplo.
“Essa realidade mudou nos últimos dez anos. O que fez mudar? As novas tecnologias que propiciaram o crescimento vertiginoso de, principalmente, geração eólica e solar. Isso traz para a transmissão de energia um desafio adicional que não tinha antes e que, do meu ponto de vista, é uma das causas dos problemas que nós tivemos na terça-feira”, diz.
Fontes energéticas e os desafios operacionais
A matriz elétrica (conjunto de fontes de energia) do Brasil tem, atualmente, um total de 207,04 megawatts de capacidade instalada, distribuídos por 6 fontes diferentes, segundo o ONS:
Hidrelétrica: 52,8%
Térmica: 19,1%
Eólica: 12,4%
Geração Independente (placas solares em casa, por exemplo): 10,2%
Solar: 4,5%
Nuclear: 1%
A diferença no cenário é visível quando comparado ao de 2010, por exemplo, quando a matriz era composta por 4 fontes diferentes — e muito mais dependente do sistema hídrico:
Hidrelétrica: 78,2%
Térmica: 19,2%
Nuclear: 1,8%
Eólica: 0,8%
O professor Edmar, da PUC-Rio, reforça que, à medida que a expansão energética acontece em diferentes modelos e locais, cresce a necessidade de reconfiguração das linhas de transmissão operadas pelo ONS.
“O perfil de geração vem mudando nos últimos anos, principalmente no Nordeste, onde há um aumento muito grande das fontes renováveis variáveis: solar e eólica”, diz, reforçando que um dos fatores que dificultam a operação do sistema é justamente a falta de controle sobre essa geração de energia.
“Na fonte eólica, por exemplo, se ventar, vai ter geração de energia. Do contrário, não. Na hidrelétrica, que tem reservatório, você decide se vai gerar. É o que chamamos de ‘fonte despachável’ [quando há controle sobre a produção]”, continua.
Essa é a dinâmica que, segundo os especialistas, exige mais do sistema de transmissão e do monitoramento do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Eles explicam que, na prática, é preciso observar minuto a minuto a quantidade gerada por essas fontes para, assim, equilibrar com as outras.
Do ponto de vista técnico, a linhas de transmissão de corrente contínua utilizadas no Brasil são consideradas boas para condução em grandes distâncias, mas não possuem flexibilidade, ou seja, não têm muita capacidade de se adaptar às oscilações de carga — o que as tornam mais vulneráveis às variações causadas por eventuais picos ou falta de energia.
“Com a entrada das gerações eólica e solar, você introduz uma necessidade que não existia antes: de maior flexibilidade no sistema de transmissão. A nossa tecnologia, adotada no passado, não dá a melhor resposta a situações desse tipo”, diz.
Brasil tem quase 180 mil quilômetros de linhas de transmissão
As diferenças entre o apagão desta semana e a crise de 2001
Os especialistas reforçam que o apagão desta semana é completamente diferente do que aconteceu em 2001.
À época, o país vivia um período de seca nos reservatórios. Por isso, o então presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou que o Brasil precisaria cortar 20% do consumo de energia. O período de racionamento — conhecido como apagão — começou em maio e durou quase um ano.
Se, naquele momento, o problema estava relacionado à falta de geração de energia, a situação agora é contrária.
“Nós tivemos uma pane no sistema de transmissão. Não sabemos a causa. Mas, seguramente, não foi por falta de energia. O desafio que temos hoje é o excesso de energia no Brasil. Está sobrando”, diz Claudio Sales. “E essa sobreoferta é paga, em parte, por consumidores. Alguém banca a conta de termos feito mais usinas do que o necessário neste momento.”
Por que o Nordeste costuma ser mais atingido
Ao longo das últimas décadas, alguns apagões ocorreram no Brasil. Os motivos vão da falta de geração de energia à falhas de transmissão, com impactos em diversas regiões do país.
Levantamento feito pelo g1 relembra pelo menos dez desses registros entre 2001 e 2018. Em pelo menos seis deles, há destaque para impactos mais significativos no Nordeste do país.
Para o professor Edmar de Almeida, da PUC-Rio, os reflexos na região não se tratam de um problema de tecnologia, mas sim de infraestrutura.
“Desde meados de 2012, ONS tem enfrentado dificuldades de operação no Nordeste, porque lá tem pouca hidrelétrica”, diz, reiterando que essa é uma região “com muita energia variável” (eólica e solar), mas com uma capacidade menor de resposta às variações na produção de energia desses sistemas.
O especialista conta que, nos últimos anos, a interligação do sistema nacional foi reforçada na região, com mais rotas de correção e maior conexão com outras regiões. Além disso, a capacidade de geração tem aumentado. Assim, a tendência é que os impactos locais sejam menores.
“Acho que esse apagão vai trazer luz para todas essas questões, para justamente entendermos o nosso nível de vulnerabilidade”, conclui.

Read More]

g1 > Economia

Comments are closed.

Pesquisar

Dólar
Euro

RSS Fundos de Investimento Imobiário (FII)

  • TRX compra projeto de galpão da Shopee no Paraná por R$135,5 mi 18 de fevereiro de 2026
  • Brasileiro ganha acesso a mais um investimento com retorno dolarizado 12 de fevereiro de 2026
  • FII da Bagmane Prime Office apoiado pela Blackstone registra IPO de US$ 445,6 milhões 30 de dezembro de 2025

RSS Moedas e Câmbio

  • Bank of America prevê entrada de dólares com fluxos de rebalanceamento de fim de mês 26 de fevereiro de 2026
  • Dólar se estabiliza após resultados positivos da Nvidia; negociações nucleares e tarifas em foco 26 de fevereiro de 2026
  • Iuane chinês atinge máxima de 34 meses; iene japonês se recupera com apostas em alta do BOJ 26 de fevereiro de 2026

RSS Indicadores Econômicos

  • Lagarde volta a indicar que finalizará mandato na presidência do BCE 26 de fevereiro de 2026
  • Banco central da Coreia do Sul mantém taxa em 2,50% 26 de fevereiro de 2026
  • Presidente do Fed de Atlanta alerta que disputas políticas ameaçam independência 25 de fevereiro de 2026

RSS Economia

  • UBS eleva previsão de emissão de gilts do Reino Unido com desaceleração do endividamento 26 de fevereiro de 2026
  • FMI pede consolidação fiscal nos EUA para reduzir déficit em conta corrente "grande demais" 26 de fevereiro de 2026
  • Resultados da Nvidia e Salesforce; negociações nucleares EUA-Irã movimentam mercados 26 de fevereiro de 2026

Somos uma empresa especializada em soluções no segmento de crédito imobiliário e crédito com garantia.

Oferecemos um serviço com maior valor agregado, fazemos um estudo de viabilidade de crédito completo.

Navegue

  • Minuto da Economia
  • Simulador de crédito
  • Ficha Proposta
  • Processos
  • A Empresa
  • Contato
  • Política de privacidade

CONTATO

EDIFÍCIO OFFICE TIME
Av. Marquês de São Vicente, 2219
Conj. 1812 – Jardim das Perdizes
São Paulo – SP
Cep: 05.036-040
—
PÁTIO MALZONI
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3477
8º andar – Torre A – Itaim Bibi
São Paulo – SP
Cep: 04.538-133
Phone: (11) 3857-6459 E-Mail: contato@perspec.com.br

Busque no Site

© 2019 PERSPEC- Soluções em Crédito Imobiliário e com garantia · Desenvolvido por Tribodev.
CONFIGURAÇÕES DE PRIVACIDADE
Utilizamos cookies no nosso site. Alguns são necessários, enquanto outros nos ajudam a melhorar o site e suas funcionalidades. Você pode aceitá-los ou ajustar suas configurações de cookies. Para mais informações visite a nossa Política de privacidade.
ConfiguraçõesACEITAR COOKIES
Gerenciar consentimento

Visão Geral da Privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.

Necessário
Sempre ativado
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
CookieDuraçãoDescrição
análise da caixa de verificação de informações legais sobre cookies11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Analíticos".
caixa de verificação de informações sobre a lei de cookies necessária11 meses

Este cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. Os cookies são usados ??para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Necessário".

caixa de verificação de informações sobre a lei de cookies outros11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Outros".
caixa de verificação de informações sobre a lei do cookie desempenho11 mesesEste cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. O cookie é utilizado para armazenar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Performance".
caixa de verificação de informações sobre a lei do cookie funcional11 mesesO cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR para registar o consentimento do utilizador para os cookies na categoria "Funcional".
política de cookies visualizada11 meses

O cookie é definido pelo consentimento do cookie da GDPR. E é usado para armazenar se o usuário consentiu ou não com o uso de cookies. Ele não armazena nenhum dado pessoal.

 
Funcional
Os cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades como a partilha do conteúdo do sítio web em plataformas de redes sociais, recolha de feedbacks, e outras características de terceiros.
Desempenho
Os cookies de desempenho são utilizados para compreender e analisar os índices-chave de desempenho do website, o que ajuda a proporcionar uma melhor experiência de utilização aos visitantes.
Analíticos
Os cookies analíticos são utilizados para compreender como os visitantes interagem com o sítio web. Estes cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de salto, fonte de tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são utilizados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Estes cookies rastreiam os visitantes através de websites e recolhem informação para fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros biscoitos não classificados são aqueles que estão a ser analisados e que ainda não foram classificados numa categoria.
SALVAR E ACEITAR